O câncer de pele é a neoplasia mais frequente em homens e mulheres, principalmente acima dos 40 anos, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).
A exposição repetida aos raios ultravioletas do sol e a predisposição genética são os principais fatores de risco para o câncer de pele. Pacientes com pele e/ou olhos claros, cabelos ruivos ou louros, que apresentam cicatrizes decorrentes de queimaduras antigas, imunossuprimidos ou que têm história familiar ou pessoal de câncer de pele prévio também têm maior risco de desenvolver carcinomas cutâneos. Se você tem qualquer um dos fatores de risco, um acompanhamento médico periódico para avaliação global da pele é muito importante.
Os tumores cutâneos são divididos em dois grandes grupos: câncer de pele não melanoma e melanoma.
O câncer de pele não melanoma inclui tumores de diferentes tipos, porém os mais frequentes são o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC).
O CBC representa 80% dos cânceres de pele e, por isso, é o tipo mais frequente. Geralmente ele se apresenta como uma lesão (ferida ou nódulo) de coloração translúcida ou perolada, bordas róseas, que não cicatriza e que pode sangrar espontaneamente ou se houver atrito local.
O CEC apresenta-se como manchas róseas ou avermelhadas que apresentam descamação e evoluem como feridas que não cicatrizam; ou podem surgir a partir de cicatrizes, principalmente as decorrentes de queimaduras antigas, ou feridas crônicas da pele em qualquer região corporal. Os carcinomas cutâneos aparecem comumente em áreas corporais expostas ao sol como face, couro cabeludo, pescoço, dorso, membros superiores e inferiores.
Para a maioria dos casos, a remoção cirúrgica completa do tumor com a margem de segurança, isto é, com a retirada de fragmentos de pele saudável nas suas adjacências, é o tratamento curativo. Entretanto, principalmente nos casos de CEC, tratamentos complementares podem ser necessários. A retirada cirúrgica de tumores cutâneos na face e couro cabeludo necessitam de uma abordagem cuidadosa.
Regiões como pálpebra, nariz, lábio, malar, fronte (testa) e couro cabeludo frequentemente necessitam de técnicas de cirurgia plástica, como confecção de retalhos ou enxertos, para adequada reconstrução, prevenindo distorções da anatomia local. O procedimento cirúrgico pode ser realizado em consultório ou no hospital, a depender das características da lesão e do paciente.
Em alguns casos é mandatória a realização da cirurgia em ambiente hospitalar com a presença de um médico patologista que avaliará, durante a cirurgia, se o tumor foi completamente retirado e se as adjacências da lesão (margem de segurança) estão livres de células cancerígenas. Esta análise denomina-se congelação intraoperatória e traz mais segurança ao médico e ao paciente.
Lembre-se: qualquer ferida que não cicatriza há mais 3 semanas ou que sangra espontaneamente pode ser um câncer de pele. Por isso, não perca tempo e procure um especialista. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais nos casos de neoplasia, e para o câncer de pele não é diferente!