Muitas mulheres buscam a cirurgia plástica para aumentar o tamanho das mamas, mas reduzi-las também é o desejo de muitas pacientes. Mamas muito grandes, isto é, hipertróficas, podem gerar desconforto e dificultar o uso de determinados tipos de roupas. Além disso, podem prejudicar a postura, causar lesões por atrito no sulco mamário ou marcas nos ombros e costas devido à pressão exercida pelas mamas no sutiã.
A mamoplastia redutora é a cirurgia para tratamento da hipertrofia mamária, por meio da diminuição do volume das mamas, propiciando melhora da autoestima e da qualidade de vida das pacientes.
Na mamoplastia redutora, além da diminuição do volume, modifica-se o formato das mamas, o posicionamento e o tamanho das aréolas, com o objetivo de alcançar um contorno mamário harmonioso e proporcional ao tórax e ao biotipo da paciente.
As principais indicações para a realização da mamoplastia redutora são: desconforto com o volume e peso das mamas, presença de dermatites por atrito no sulco mamário, insatisfação com a aparência das mamas, desproporcionalidade entre o tamanho das mamas e o biotipo da paciente e presença de assimetrias.
Com relação à mamoplastia redutora, sempre existem dúvidas e informações equivocadas que podem gerar receio de realizar a cirurgia. Por isso, é importante escolher um especialista habilitado e com experiência em cirurgia das mamas, que proporcione segurança e esclareça todas as dúvidas que a paciente tenha em relação à cirurgia pretendida.
Neste artigo do blog, vou esclarecer algumas dúvidas frequentes sobre a mamoplastia redutora.
Mamoplastia redutora pode interferir na amamentação?
Essa é uma dúvida muito frequente, principalmente entre as pacientes que ainda não tiveram filhos.
Na literatura médica, a taxa de sucesso na amamentação após a mamoplastia redutora é variável. Isto se dá, principalmente, porque as incisões cirúrgicas e as cicatrizes resultantes podem interferir na anatomia dos ductos lactíferos, que são os “canais” que “transportam” o leite produzido pela glândula mamária à papila.
Sabe-se que técnicas que preservam, parcial ou totalmente, o tecido mamário retroareolar têm maior chance de permitir a lactação futura.
Vale lembrar, que além da questão anatômica, aspectos psicossociais interferem na capacidade de amamentação. É por isso que mesmo mulheres sem cirurgia mamária prévia podem ter dificuldade ou não conseguir amamentar.
Conforme vimos, é muito importante que a paciente seja informada sobre quais técnicas têm maior chance de permitir a lactação futura e, também, de que há uma porcentagem de mulheres que não conseguem amamentar.
Conheça alguns mitos e verdades sobre a mamoplastia redutora
Muitos mitos relacionados às cirurgias plásticas acabam influenciando as mulheres de forma negativa no momento de decidir realizar ou não uma determinada cirurgia. Por isso, o melhor caminho é sempre buscar informações de fontes seguras e especializadas no assunto.
Confira alguns mitos e verdades sobre a mamoplastia redutora:
- Reduzir as mamas provoca flacidez – Mito: A mamoplastia redutora visa remover, além de gordura e tecido mamário, a pele em excesso, proporcionando um formato mais harmonioso aos seios. Cabe ressaltar que características individuais como flacidez cutânea, consistência do tecido mamário e hábitos de vida, podem influenciar o resultado da cirurgia a médio e longo prazo.
- A cirurgia pode deixar cicatrizes – Verdade: A ressecção de tecido glandular sempre implicará na ressecção do excedente de pele a fim de ajustar o novo volume mamário à pele que a recobre. Por isso, na maioria dos casos, a cicatriz resultante possui um componente ao redor da aréola; um vertical, que une a aréola ao sulco mamário; e um horizontal, posicionado no próprio sulco. A resultante dessas três cicatrizes tem a forma da letra “T” invertida. O receio de ter cicatrizes não deve ser um empecilho para a realização da cirurgia, pois com os cuidados adequados, as cicatrizes ficam pouco perceptíveis.
- Os resultados duram mais tempo se a mulher levar um estilo de vida saudável – Verdade: O ganho de peso provoca o aumento do tecido gorduroso na mama, podendo resultar em uma alteração da forma e volume dos seios. Da mesma forma, perdas significativas de peso podem provocar a queda da mama. Assim, sempre que possível, é desejável que a paciente que pretende realizar a redução das mamas esteja próxima do peso adequado à sua altura e biotipo.
- Não é possível usar próteses em uma mamoplastia redutora – Mito: Em alguns casos é possível usar implantes para remodelar as mamas após sua diminuição volumétrica. Entretanto, o uso de próteses de silicone é uma conduta de exceção e que se aplica a um grupo específico de pacientes com grande flacidez de pele e/ou com maior proporção de tecido gorduroso do que glandular nas mamas, como ocorre em pacientes com grandes perdas de peso após cirurgia bariátrica ou múltiplas gestações prévias.
Mamoplastia redutora em São Paulo
A Dra. Mariana Alcantara é especialista em Cirurgia Plástica Estética e Reparadora pela Universidade Federal de São Paulo e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Para saber mais: (11) 97609-6329.






